2010-01-12

Voluntariado

Tomar a opção de se ser voluntária é entrar num mundo muito diferente do nosso. Um mundo cruel. Um mundo que muitas vezes viramos as costas, porque não o queremos sentir, cheirar, viver...tocar. Um mundo cruel que nos faz arrepiar a espinha e nos enche a cara cheia de lágrimas.
Ontem e porque ficamos em casa devido à neve, vi o filme que há muito tempo queria ver e não tinha tempo, "Para a minha irmã". Um filme dramático que nos relata a dura realidade de uma doença da qual poucos sobrevivem.
Não posso dizer que não chorei, porque chorei sim. Depois disto a sensação que me fica é que todos nós deveríamos ser dadores de medula óssea e abraçar o voluntariado.
Não queria viver a minha vida sem um dia conseguir ser voluntária. Mas como se consegue separar os dois mundos? Para uma pessoa como eu que tem as emoções à flor da pele, como fazê-lo? Como fechar uma porta e abrir outra? Como mudamos a nossa personalidade ou como a adaptamos? Gostava muito de ser menos emotiva e mais prática, de ter o discernimento e a capacidade de separar os dois mundos como quem abre e fecha uma porta naturalmente.