2010-10-29

chuva, dia de folga, meias de lã, no sofá uma almofada apenas (as outras estão todas empilhadas no outro sofá) e o livro já quase lido. as tarefas domésticas aguardam pacientemente que eu lhes vá fazer umas festinhas!
vou ter de me organizar, decididamente, ou mais logo quando chegarem os meus dois homens não há jantar com sopa incluída... Mas tem de haver... até mais logo!
Acho pertinente dizer-vos que a grande maioria dos livros que leio não são comprados. São, sim, da Biblioteca Municipal. Sou leitora e frequentadora desta biblioteca já há algum tempo e só encontro vantagens.
Se é certo que há muitos livros que estão nas livrarias que ainda não chegaram às bibliotecas Municipais, também é certo que muitos deles já chegaram. E o livro do post anterior é um deles. Estava lá, prontinho para quem o quisesse ler, a custo zero, só mesmo a obrigação de o devolver quinze dias depois, ou caso queiramos podemos renovar o prazo por mais quinze dias.
Boas leituras.

2010-10-28

"Sinto Muito" de Nuno Lobo Antunes

Comecei hoje à tarde a ler o livro "Sinto Muito" de Nuno Lobo Antunes. Um livro difícil de ler. Não digo difícil por ter palavras difíceis. Não. Digo difícil ao nível das emoções. Porque me é difícil não chorar em alguns relatos que o Médico de neuro-oncologia pediátrica, Nuno Lobo Antunes, tão bem faz.

Excerto do livro, págs. 27/28:
"Na história da minha existência estão cravados os anos que passei nos EUA em neuro-oncologia pediátrica...,.... Após sete anos de intensa vida hospitalar, em que a violência das emoções atingia, todos os dias, dimensões de drama, a vida surge distorcida. Era um dia-a-dia de derrotas, em que mesmo as vitórias não podiam ser inteiramente celebradas, porque a eminência de uma recaída pairava no ar até ao fim da vida...,....Lembro-me que de férias em Portugal, admirava as crianças a brincar na praia porque já me tinha esquecido de que podiam ser felizes e saudáveis. Em cada cara buscava sinais de dor, em cada corpo estigmas de quem sofreu os efeitos da doença ou do seu tratamento...,... Muitos me perguntavam como era possível conviver diariamente com o desgosto. A resposta é simples: é um privilégio poder conhecer a humanidade no seu melhor, na Coragem, mas sobretudo, no Amor.
... Lembro-me de Perez, um rapaz de 15 anos que cansado das náuseas e da dor, desistiu do tratamento para viver, o melhor que podia, os meses que lhe restavam. A mãe aceitou sem discussão a opção do filho. Despediu-se do emprego para gozar com ele a Vida. Tivemos o último encontro num jardim de NY, em Outubro, num daqueles dias excepcionais em que o sol abre as cortinas do Inverno. Dia apropriado para um encontro que era, simultaneamente, uma separação. Despedimo-nos com um abraço e um sorriso: até breve. Naquele momento, o tempo não teve dimensão."

                                            "Sinto Muito" de Nuno Lobo Antunes

Depois de ler este livro, vou aprender com certeza, a relativizar muitos problemas do dia-a-dia que não passam, muitos deles, de meras banalidades.

2010-10-27

acho piada (!) àquelas pessoas que se atrevem a passar nas passadeiras, sem primeiro se certificarem se o condutor realmente as viu e se este pretende parar o veículo. Passam a falar ao telemóvel, sem sequer olhar para os olhos do condutor.
Só depois do condutor parar, é que se pode passar, certo!? Não! Qual quê! É obrigatório parar nas passadeiras, por isso o condutor tem mais é que parar, senão quem se lixa é ele...! Será? Ou quem se  lixa é quem se arrisca a ir desta p`ra melhor (salvo seja), ou arrisca-se a ficar paralítico e por aí fora, um rol de possibilidades incapacitantes que nunca mais acabam.
Enquanto condutora, já me aconteceu por diversas vezes não ver passadeiras. é o meu maior terror.
muito provavelmente o orçamento do estado para 2011 vai chumbar e muito sinceramente nem sei o que será melhor...!