2011-04-16

40 anos. Parabéns para mim.

E da serenidade dos trinta, assim se chega à ternura dos 40. Uma mulher mais madura, sim, mas contrariamente àquilo que seria de esperar, uma mulher com mais medos e ansiedades que no passado. Medo que o tempo que, inevitavelmente, avança sem pedir licença, e porque não vivemos para sempre, me leve pessoas que são a base da minha estabilidade emocional. Ansiedade, por vezes, da instabilidade do presente que se possa reflectir no futuro. Nada que a ternura e a serenidade dos 40 não saibam contornar e consolar. Afinal é para isso que servem os anos que vamos acumulando, para consolarmos quem de nós depende, sendo que muitas vezes, o elo mais fraco da casa até somos nós. Mas a vida ensina-nos, a nós mulheres, que devemos deitar os problemas para trás das costas, e de certa forma quase que temos o dever e a obrigação de darmos alegria, estabilidade e felicidade àqueles que nos rodeiam. Talvez seja só o instinto de sobrevivência da espécie humana. Talvez seja muito mais que isso... talvez tudo isso esteja na essência de ser Mulher. Parabéns para mim.

E neste mesmo dia Parabéns também para a minha querida mãe, que hoje completa 72 anos. No mesmo dia. Tão parecidas que nós somos. É verdade. Apesar de, por vezes, andarmos às "turras", e de me dizeres aquilo que tens a dizer na cara, convicta de que é o melhor para mim, na verdade, minha mãe querida, não podemos viver uma sem a outra. Adoro-te sempre, sempre. Incondicionalmente. Foi assim que me amaste quando eu vim ao mundo e será assim que eu te amarei sempre. Sempre.

Há 1 ano atrás escrevi isto. Se quiser voltar a ler, acomode-se, esteje à vontade e sinta-se em casa.