2011-11-09

Telemóvel, perigo invisível ou nem por isso!

Na passada segunda-feira, no jornal da noite, passou na TVI uma reportagem sobre os perigos do uso excessivo do telemóvel. Não sei se viram, mas foi uma reportagem muito interessante. Nada que eu não soubesse já de antemão. Nada de novo, portanto, mas nunca é demais relembrar. Mas não adianta. Não. Não adianta avisar as pessoas sobre este perigo porque elas não vão alterar assim tão facilmente os hábitos já muito marcantes e muito presentes no seu dia-a-dia. Algumas até esboçam um sorriso irónico sobre este assunto. Não sou uma grande usuária do telemóvel e fui de certa forma pressionada pela sociedade a adquiri-lo, mas quando o uso tento afastá-lo do meu corpo, anda sempre na bolsa ou pousado para aí num canto qualquer bem afastado de mim. Desligo-o às nove da noite e só o  volto a ligar no outro dia de manhã. Tenho telefone fixo, quem me é próximo sabe muito bem como me contactar, caso precise. Mas já não é muito normal ter telefone fixo, não é?
O médico da reportagem dizia e muito bem que nós, a espécie humana, somos o resultado da evolução e aperfeiçoamento de muitos milhares de anos.
Ora este aparelhinho aparentemente tão inofensivo que tanta falta nos faz, é muito recente, existe há apenas 16 anos. Assim do nada, de um momento para o outro passamos a andar num mar de radiações. Como é possível que isto não tenha qualquer consequência para a saúde da espécie humana?
É evidente que sim. E pela negativa.
E as crianças que usam telemóvel lá se saberá daqui por vinte ou trinta anos as consequências do seu uso precoce. Como se sabe ainda não há estudos muito elucidativos sobre o impacto na saúde. Neste momento, quer queiramos quer não, todos nós somos cobaias. E quer-me parecer que o futuro não vai augurar nada de bom a este respeito.