2011-06-07

o tom alarmista das notícias

o jornalismo assume um papel fundamental na sociedade dos dias de hoje. a forma como é exercida esta profissão é muito discutível. uns exercem-na melhor, outros pior. como em tudo na vida. mas analisar a forma como as notícias problemáticas são transmitidas na TV e que nos tornam, de facto, pessoas angustiadas e desmotivadas como se a vida ou o que quer que façamos por ela não valesse a pena. analisar a postura e o tom de voz do jornalista que transmite uma notícia dramática, como se o mundo fosse dasabar em cima das nossas cabeças e aquele perfil entrar-nos pela casa adentro, é complicado. o perfil sério e sisudo do pivô, como que a querer dizer, acreditem em mim que eu estou a dizer a verdade. pois sim. mas não seria melhor transmitir exactamente a mesma informação de forma mais serena, mais calma, com uma expressão facial mais optimista, com mais notícias positivas que ajudassem as pessoas a serem mais e melhor?
ninguém gosta que lhe toquem à campaínha da porta e ver alguém com cara de pânico, ninguém gosta de estar à mesa do café com alguém, cuja maneira de falar é com o volume no máximo e exaltada, embora não esteje a discutir com ninguém. se ninguém gosta disto, então porquê o tom tão alarmista do pivô das notícias a entrar-nos pela cozinha ou pela sala? alguém gosta?!

o que dizer, também, dos três programas que são transmitidos entre as doze e as treze horas na rtp, sic e tvi. durante este horário, estes programas, de alegria não têm nada. guardam as notícias mais trágicas para esta hora.
gostava de perguntar se porventura a sociedade portuguesa tem lucrado alguma coisa com este tipo de informação? se a curva do gráfico evolui mais para o lado positivo ou negativo? se, embora ganhem mais audiência, minha não é de certeza, até que ponto isso será benéfico para uma sociedade que se quer construtora de um futuro melhor?