2012-02-06

Envelhecer será igual a peso a mais? É crucial que não seja.

Admiro gentes que, não obstante a idade que inevitavelmente têm de carregar nos ombros, vão resistindo sempre à tentação da gula. Uma massa corporal proporcional à altura, uma alimentação cuidada, regrada aliada a algum exercício físico. Nada de banhas, gorduras em excesso e barrigas de nove meses de gravidez. Admiro gentes com persistência, cujo único compartimento que vão enchendo é o da inteligência. Lá dentro e porque este compartimento se quer grandioso, também há espaço para a humildade, para a sensibilidade, para as emoções, boas, sempre boas, para a criatividade, no fundo para a inteligência emocional. Gentes bem gorduchas neste campo e só neste, porque na vida delas não há espaço para o desleixo e os pequenos prazeres da gula, que os têm, fazem-nos pontualmente e de forma controlada. Pensar-se-á que é um estado gratuito, fácil até. Mas não. Contrariam muitas vezes a genética que carregam e alcançam o triunfo subindo para o pódio, subindo para um nível acima da normalidade dos seus semelhantes, sem nunca esquecerem que apesar de este ser um objetivo fundamental e diário nas suas vidas, acima de tudo por razões de saúde, não é, nem nunca pode ser, o centro do seu universo.
Não se vive para sempre, mas ao que tudo indica a dose certa no peso e alguma descontração e alegria aumentam a probabilidade de uma vida mais longa.